Manual da Solteirice-Relacionamentos Amorosos em uma Visão Feminina!

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quando é hora de não dar bola | Manual da Solteirice

            
Norma e Léo
                      

           
            Bem como estou doente essa semana (resultado do fim de semana agitado e pegando friagem, já que aqui em Santos só chove e chove) estou com uma gripe dessas que derrubam, te deixam deitado na sua cama parecendo que um trator passou em cima de você. Para completar, as minhas pedras no rim resolveram dar um alô especial no fim de férias, e eu estou aqui, deitada , moída, parecendo um pedaço de  alguma coisa que algum dia foi um ser humano.
             Nesse meu retiro espiritual, no qual eu perdi a terça feira onde o chopp Brahma é Double, andei prestando mais atenção na novela das 9h. Não sei se todo mundo assiste, por isso vou situar os desinformados de uma coisa que me chamou atenção. Tem uma personagem, a Norma, que se envolveu com um mau-caráter, o Léo. Este, roubou e colocou a culpa em Norma, que foi presa por conta do roubo mesmo sendo inocente. Norma então depois que é solta, dá a volta por cima, fica rica e vai atrás de Léo, reunindo provas de todos os seus crimes e se vingando do mesmo mantendo-o em cárcere dentro de sua própria casa. Um tanto quanto sádico, hã? Acontece que, como Léo é um bandidão de marca maior, acaba seduzindo Norma novamente, ela cai no jogo, e agora ele planeja matá-la.
               Sinceramente, o que eu mais vejo nos comentários dos meus amigos, principalmente no meu feed de notícias do facebook na hora da novela são as mocinhas xingando e maldizendo a Norma, chamando-a de burra “Como você dá trelas a esse idiota?” ou “Tem que se ferrar mesmo pra aprender”, mas, quantas dessas meninas não passaram por algo parecido com algum cara na vida? Porque, que atire a primeira pedra a mulher que nunca sofreu um Roudhouse-Kick de algum cara e, sempre que  o cidadão a procurava a dondoca  com aquela conversinha típica de Mr. BIG e aquele charme que só ele tem, ela o perdoava, achando que dessa vez ia ser diferente. E depois de um tempo, toma-lhe outro Roundhouse-Kick.
               Pois é.  Eu não vou falar que isso nunca aconteceu comigo, porque já aconteceu sim.  “Mas poxa, solteira, como vou saber se ele está sendo sincero comigo ou não?”
               
            Mais do que uma questão de feeling, acho que é uma questão de bom senso.

Por exemplo:  Nessas férias de julho mesmo um amigo meu resolveu fazer seu aniversário. Começou num barzinho aqui em Santos e terminou em uma balada no Guarujá, com a galera “travada das 4 rodas”, como ele mesmo descreveu. Pois bem, papo vai papo vem, eu já tinha achado interessante um rapaz da rodinha. Eis que na balada, no meio daquela chuva de fotos típicas de aniversário, engatamos uma conversa. Até ai tudo bem, quando eu e o cidadão descobrimos um ponto em comum: outro carro que também iria para esta balada (com conhecidos meus e dele) nos deu um bolo e foi para uma outra balada no Guarujá.
Tudo bem que Santos é bem pequeno e todo mundo se conhece, mas poxa, na hora achamos isso um tanto quanto engraçado. Até que, o cara começa a falar mal da galera que estava no outro carro. Chama não sei quem de chata, não se quem de periguete que dá para todos os amigos dele e por aí abaixo. Como eu só conhecia uma menina que estava no outro carro, acabei não dando muita trela para o que ele disse. Fim de balada, trocamos telefone, MSN, facebooks e afins. Domingo a noite ele me adiciona no face. Comentei o fato com aquela minha amiga em comum que estava no outro carro, e ela foi clara e sucinta em relação a ele: disse que ele era mentiroso e fofoqueiro. Desmentiu várias coisas que ele me contou e ainda disse que ele havia falado mal dela para os outros que estavam no carro. Já fiquei com meu desconfiômetro solteiro ligado no nível máximo. Passamos a semana naquela lenga-lenga costumeira, falar no MSN todo dia, ele me mandava mensagenzinha quando acordava e tudo o mais. Até que , chega quinta feira e ele diz que gostaria de sair comigo novamente no fim de semana pois tinha gostado muito de mim. Eu já tinha deixado bem claro para ele que iria embora no domingo a noite (eu estudo fora, portanto só fico em Santos em fins de semana e férias) mas como rolou uma química legal e eu achei ele engraçado achei válido vê-lo de novo. Então ele me chama para um almoço na sexta . Eu disse que preferia um jantar ou cinema de noite, e ele me perguntou se eu gostaria  de ir ao cinema com ele na sexta a noite. Finalmente, respondi que sim.
Começando a decidir o filme, optamos por Capitão América (sim,eu adoro filmes desse gênero). Quando estava tudo certo e legal, o cidadão se dá conta que o cinema estava marcado para sexta. Eu digo que sim, que era na sexta feira, e ele se lembra que seu amigo havia o colocado zerado em uma balada aqui em santos e perguntou se podíamos deixar o cinema para o sábado a tarde. Nesse instante, a solteira com um rolo de macarrão na mão e bobes no cabelo de  dentro da minha cabeça gritou “WHAT?”. Uma sirene grande e vermelha começou a girar dentro da minha cabeça, e memes minúsculos do troll face em preto, branco, amarelo e rosa começaram a girar na minha cara.
Soltei um “você quem sabe” , concordei em ir no sábado (apesar de eu achar grandes as chances de encontrar meu priminho assistindo capitão América com seus coleguinhas da sexta série) mas prometendo a mim mesma que era a ultima chance que eu dava pro elemento. Fui para uma outra balada com minhas amigas, e no sábado de manhã o cidadão me manda um sms. Entro no MSN e ele vem falar comigo dizendo que estava com muita ressaca para sair. Não dei muita trela afinal eu também estava, e deixei quieto. Acontece que, a noite, eu e minhas amigas iríamos para uma balada onde coincidentemente ele iria comemorar seu aniversário. Estava armada a confusão.
Era no Guarujá um espaço onde se situam duas baladas: uma no andar de cima e outra no andar de baixo. Chegando lá eu o vi de longe na balada de baixo, mas como estávamos com pressa para entrar  acabamos subindo rapidamente para a de cima. Quando eu havia acabado de entrar , recebo um SMS dele dizendo que estava na de baixo. Respondo dizendo que acabo de entrar na de cima, e ele replica dizendo que estava indo para a de cima também. Passa-se o tempo e nada dele. De repente, meu celular começa a tocar loucamente. Como não tinha como atender de dentro da balada, ele me manda um SMS dizendo que estava indo EMBORA para Santos. Peço para ele ir lá fora na área de fumantes que eu iria lá encontrá-lo para conversar melhor , afinal ficar trocando SMS é um saco, mas ele diz que não será possível pois já está  na rua. A explicação foi que seus amigos não tinham grana para entrar na balada.
Não preciso dizer que, eu, solteirinha, me senti enrolada. Na verdade senti que ele estava me cozinhando. Sim, era nítida a cena da minha pessoa dentro de um caldeirão fervendo, ele sentado na borda com um avental e chapéu de cozinheiro picando cenouras e jogando tudo na minha cara. Ele estava me cozinhando bonito. Apenas fiz a fina, desliguei o celular e curti minha balada. Domingo, mil sms´s de bom dia, de desculpas etc.  Não respondi nenhum. Não porque tinha ficado chateada ou algo do gênero, na verdade estava pouco ligando. Mas sim, porque acho que algumas pessoas simplesmente não merecem nossa atenção. Quando soube que eu ia esticar mais esta semaninha em Santos, lá veio o cidadão fazer mais chamadas para sair, me chamou para sair amanhã novamente, mas quer saber? Não falei nem que não , nem que sim. Deixei no ar. Em Stand By. Juntando tudo isso ao fato de que o cidadão já tinha má fama na praça, agora ele já foi remanejado para última vaga da garagem. Provavelmente se eu desse trela para esse cidadão cedo ou tarde adivinha o que aconteceria? Roundhouse-Kick total.
Minha mãe sempre me disse que nessa vida, ninguém é enrolado, a pessoa é que se deixa enrolar. É a mais pura verdade. Somos sim enroladas, como a Norma, mas por pessoas que deixamos que façam isso conosco. Identificando a causa antes do efeito, cortamos um possível sofrimento futuro. É tentador mesmo, dar uma vingança com alguém que já nos deu uma rasteira alguma vez. Mas lembre-se que, toda vingança requer uma aproximação, e o tiro pode sair pela culatra. O feitiço pode virar contra o feiticeiro. Como para a Norma.

Até a próxima!

kisses ;)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Medo de relacionamento sério | Manual da Solteirice

Charlie Sheen relacionamentos amorosos manual da solteira
               


              Procurar parceiros para relacionamentos sérios está cada vez mais difícil. As mulheres reclamam que os homens só pensam em sexo, e os homens por sua vez reclamam que não conseguem encontrar mulheres decentes para namorar. Mas, e quando o problema não é com os outros? E quando a culpa é nossa?
              É, confesso que é difícil admitir que o problema não são os outros, e sim, nós mesmos. É mais fácil acreditar que os homens não prestam ou que as mulheres estão ficando cada vez mais moderninhas com esta revolução feminina, e tiram o papel do homem na conquista. Afinal, é claro que a culpa não é nossa. O ser humano jamais teria atitudes que o fizessem ser infeliz ao invés de feliz. Isso é loucura, certo?
              O que é certo que, a maioria das pessoas que tem medo de relacionamento não sabem que tem. É uma atitude inconsciente de barrar relacionamentos que poderiam dar certo por medos que, na mente da pessoa se justificam em atitudes plausíveis para nem iniciar um compromisso. No entanto, não pense que se você ficar ao lado da pessoa conseguirá ajudar ela a superar esse medo. É o tipo de coisa que a pessoa deve analisar seu íntimo para descobrir isso sozinha. Forçá-la a algo só ira se traduzir em mais frustrações.
              A idéia de escrever sobre isto veio de um momento de reflexão que tive após conversar com uma amiga sobre isto. Júlia*  veio conversar comigo, dizendo que precisava de conselhos, falando que estava um tanto chateada, e eu perguntei o que havia acontecido. Ela me disse que tinha ligado para seu ex-rolo, mas isto tinha sido um erro e ela não faria isso nunca mais. Perguntei o que ele havia falado para ela e ela após algumas relutâncias me contou. Antes de passar o diálogo para frente, preciso situar vocês na história.
              Júlia saía com Pedro* frequentemente, e Pedro após um tempo pediu Júlia em namoro. Na época , Júlia recusou o pedido. Ao perguntar para ela porque ela  não havia aceitado o pedido, já que gostava de Pedro, Júlia me deu a seguinte resposta: “Não quero namorar Pedro porque ele não é rapaz pra mim. Sou uma menina direita, trabalho, estou no fim da minha faculdade, tenho um futuro na vida. Pedro não leva a faculdade a sério, faz por fazer, não trabalha, só quer saber de pegar onda e gastar o dinheiro dos pais. Ele não tem um futuro na vida e eu não vejo futuro ao lado dele.”
              Achei a análise dela sobre o futuro um tanto quanto extrema partindo do principio que ela tem apenas 21 anos de idade (ou seja o resto da vida pela frente). Isso evidencia ainda mais claramente o medo dela em se relacionar com alguém. Até porque ela GOSTA desse rapaz, e quando a gente se apaixona fica meio babaca, ela não deveria ligar para esses detalhes. Então aí vem a parte mais assustadora dessa história.  Essa minha amiga trabalha em um hospital, e nesse hospital há uma paciente que eles chamam de “vidente”. Tudo porque a senhora fica fazendo previsões sobre a vida amorosa das  médicas, enfermeiras e afins, e a mulherada carente acredita. Pra mim não passa de uma doida varrida, mas tudo bem , cada um que acredite no que quiser.
             Pedro continuou saindo com Júlia, tentou algo sério com ela  mais algumas vezes porém ela estava forte na decisão. Até que aconteceu o inevitável, eles brigaram, passaram a se ver cada vez menos e então Pedro arrumou uma namorada (o óbvio). Como não queria perder o velho pacote de bolachas, continuou ligando para Júlia de vez em quando. Um belo dia, a “vidente” do hospital, disse que Júlia deveria ligar para Pedro . “Se ele te liga para te encher o saco, você não pode ligar para ele também? “ ( Não, não pode. Não quando o cara tá namorando outra).
             Lá se foi minha amiga ligar pro cara. Resultado: ele estava com a namorada e deu um passa fora nela. Ela prometeu a si mesma que jamais ligaria para ele novamente. Eu não sei o que me espanta mais nessa história: se é o fato da minha amiga acreditar numa velha vidente ou dela ligar para um cidadão que pelo visto já superou ela e desfila por aí com outra. Certa vez , li num livro que se chama “A arte da guerra” uma passagem que dizia mais ou menos o seguinte: “O bom general deve saber a hora de retirar suas tropas”. Eu mentalizo essa frase sempre que possível em situações que eu considero que chegou a “Hora de dar tchau”.
Se vocês prestarem atenção ao que aconteceu com a Júlia, ela estabeleceu um padrão masculino no qual ela acredita que seja o homem ideal, e tudo o que aparecer abaixo disso, ela vai descartar.

Vestibular do Namoro
É como se,  para namorar com ela existisse uma prova de vestibular e a nota de corte fosse muito, muito alta. O problema é que não é só ela que faz isso. Muitas mulheres esperam o príncipe no cavalo branco, mas se decepcionam quando chega o plebeu de bicicleta e logo dispensam o rapaz. Pense se você não se encaixa nesse perfil também: se você está há muito tempo solteira e todos os seus possíveis relacionamentos que teriam grandes chances de virar um namoro foram por água abaixo porque o rapaz coincidentemente possuía alguma característica “abaixo da sua nota de corte” , e todos os homens que você se apaixonou e queria algo sério eram aqueles que tinham a menor probabilidade de querer isto (outra forma de fugir do relacionamento: apaixonando-se por pessoas indisponíveis) você tem grandes chances de sofrer por medo de se relacionar.

Abaixando a nota de corte
É claro, gostar de alguém assusta mesmo.  Afinal, isso envolve arriscar,coragem e coragem envolve superar os medos. Abrange muitas vezes mergulhar de cabeça na relação e tantas outras vezes descobrimos que estamos errados sobre um assunto que sempre pensamos estar certos. E envolve aprendermos a ceder quando necessário e que nem sempre temos razão – e precisamos aceitar isso. É complicado? É. Mas ninguém nunca morreu por isto. Muito pelo contrário.

“Ah mas eu sou linda, inteligente, independente, tenho um emprego bom, ganho dinheiro não vou namorar qualquer um”

Vamos inverter a situação, supondo que algum dia vocês saiam com um cara que fale: sou bonito, inteligente, rico e independente. Qual a impressão que vocês teriam desse cara? A que ele não quer nada com ninguém , e tampouco precisa,certo?
Eu penso da seguinte forma: que adianta você ser linda, inteligente, charmosa, rica, se não tiver ninguém para compartilhar essas conquistas?  Minha avó sempre dizia um ditado que era assim: humildade e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Conheço uma moça que é juíza de direito e namora um rapaz que é atendente de loja de calçados. E são muito felizes. Penso que os homens e mulheres são diferentes, mas diferentes de um jeito que foram feitos para ficar juntos: os homens têm aquele intuito de proteger e as mulheres de serem frágeis e protegidas.
Para vencer este medo, é simples: desça do salto, abaixe a nota de corte, abra o leque de opções.  Já dizia o poeta Shakespeare: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência,  poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. Abaixe a guarda, não sinta vergonha de demonstrar que você precisa ser protegida, precisa de alguém para compartilhar suas alegrias e conquistas. Ao mesmo tempo tenha a humildade para perceber que, por melhor que você seja, não ser exigente consigo mesma é o primeiro passo para não ser exigente com os outros .


Até a próxima!
kisses ;)